Why Are Doctors Still Failing High-Risk Patients Like Me on PrEP?
Por que médicos ainda estão falhando com pacientes de alto risco como eu ao prescrever PrEP?

Já fui tratado duas vezes por ISTs na clínica local de Nashville, e nenhum profissional mencionou a PrEP — um remédio que poderia ter evitado o HIV. Só soube por amigos gays mais velhos. Isso não é raro. O estigma cala os médicos, e os pacientes sofrem no escuro.
A PrEP é subutilizada por causa de atitudes ultrapassadas, barreiras de acesso e ciclos de prescrição a cada três meses. Tive que dirigir duas horas só para uma reposição. Enquanto isso, médicos nos julgam por ‘comportamentos arriscados’ ignorando as ferramentas médicas que os tornam mais seguros.
Como médica, sinto vergonha. A PrEP é uma das ferramentas mais eficazes para prevenir HIV — mais de 99% eficaz quando usada corretamente. Ainda assim, só cerca de 25% dos pacientes elegíveis nos EUA estão usando. Estamos falhando com nossos pacientes não por falta de ciência, mas por estigma e acesso fragmentado à saúde.
Toda essa conversa sobre ‘estigma’ é só politicamente correta bobagem. As pessoas não usam PrEP porque é cara e tem efeitos colaterais. Parem de reclamar e resolvam o preço.
Curiosidade: o custo da PrEP se deve muito à burocracia dos planos de saúde e falta de compras em grande escala. A Gilead, fabricante, oferece programas de ajuda, mas navegar neles é um trabalho em tempo integral. Estigma não é imaginário — ele bloqueia verbas, pesquisas e atendimento.
Como alguém que prescreve PrEP, vejo pacientes chorando de alívio quando finalmente conseguem. Mas também vejo a carga mental de administrar consultas, exames e estigma. Isso não deveria ser uma jornada de herói.
Ensinei educação sexual nos anos 80. Naquela época, dizíamos ‘só abstinência’. Hoje vejo a PrEP e penso: enfim, redução real de danos. Falhávamos com as crianças por silêncio. Conhecimento salva vidas.
Mudar do Truvada para o Descovy reduziu minha náusea e me deu tranquilidade quanto ao estresse renal. Mas o ganho de peso com a Apretude me assusta. A PrEP não serve para todo mundo — precisamos de mais opções.
Não vamos esquecer: a Apretude é 66% mais eficaz que comprimidos diários. Mas o perfil de efeitos colaterais é pior. Precisamos de dados melhores a longo prazo — especialmente para mulheres e pessoas trans.
Dados melhores não ajudarão se as pessoas não quiserem aplicar a injeção. Quem quer injeções mensais só para ter relação? Pra mim parece controle distópico.