2025 Is on Track to Be the Hottest Year Ever — Is the 1.5°C Threshold Now a Trampoline?
2025 está caminhando para ser o ano mais quente da história — O limite de 1,5°C agora virou trampolim?

2025 está empatado com 2023 como o segundo ano mais quente já registrado — mas o fato real? Não estamos apenas nos aproximando de 1,5°C acima dos níveis pré-industriais. Estamos pulando nele. O fato de 2024 já ter ultrapassado esse limite deveria ter causado pânico global. Em vez disso, temos debates políticos mornos e esquemas de compensação de carbono que bem poderiam ser feitos de promessas em papel reciclado.
Não esqueçamos: o tempo extremo não é apenas ‘notícia ruim’. É a consequência direta do que os dados mostram. Quando o norte do Canadá e o Oceano Ártico esquentam de forma recorde enquanto o sudeste asiático afunda em enchentes causadas por ciclones, isso não é a ‘natureza sendo dramática’. É a febre do planeta se manifestando em tempo real.
Calma — ‘estamos pulando no 1,5°C’? Isso soa alarmista. A ciência diz que 1,5°C é uma média de longo prazo, não a ultrapassagem em apenas um ano. Se 2024 foi um caso atípico, talvez nem tenhamos cruzado esse limite de fato. Não transformemos a política climática em um circo movido por pânico.
Um caso atípico? O norte do Canadá, o Ártico — não estão apenas quentes; estão derretendo. E ciclones não são fenômenos climáticos ocasionais. Esta é a nova normalidade. Parem de fingir que a febre não é real só porque o termômetro dispara em dezembro.
Entendo o pânico, mas eis uma ideia: a cada recorde quebrado, a capacidade de energia solar e eólica cresce mais rápido. Talvez o ápice da decepção seja o momento em que a ação finalmente alcança a crise.
O problema real não é a temperatura — é a adaptação. Cidades não estão preparadas para verões de 50°C. Cadeias de suprimento não são feitas para tempestades sem fim. Precisamos de infraestrutura resiliente, não apenas de culpa climática.
Na minha época, os verões eram quentes — mas você ainda podia passear com o cachorro ao meio-dia. Agora não consigo nem abrir a porta da frente sem suar minha camisa. Isso não é normal. É demais.
Enviamos nosso plano rumo ao zero líquido. É ambicioso. Os interessados estão satisfeitos. Vamos todos respirar fundo e confiar no processo.
Confiar no processo? O processo é nós assistirmos relatórios enquanto geleiras desaparecem. ‘Planos ambiciosos’ não vão esfriar o Ártico. Apenas cortes reais de emissões farão isso.
Vamos falar do elefante na sala: o marco de 1,5°C não deveria ser verificado anualmente. É uma média de 20 anos. Mas estamos com média de 1,48°C em apenas 3 anos. É como perder uma maratona porque caiu no quilômetro 40 — você nunca ia terminar mesmo.