Is 'Little Bear Ridge Road' on Broadway just Idaho loneliness... in space?
‘Little Bear Ridge Road’ na Broadway é só solidão de Idaho… no espaço?

Então Samuel D. Hunter finalmente chega à Broadway, e o que temos? Uma peça ambientada em Idaho — de novo — onde os personagens parecem prestes a sair voando do palco para dentro do abismo. Não é só minimalista, é planetário. A direção de Mantello faz você sentir o vazio como se fosse gravidade baixa.
A escrita de Hunter continua profundamente humana — sobre conexão, silêncio e pessoas que se sentem esquecidas. Mas encenar isso como uma elegia sci-fi? Isso é genialidade ou alguém perdeu o cenário de Idaho e simplesmente seguiu nessa direção?
Chamar isso de ‘solidão no espaço’ perde o ponto. O cenário é uma metáfora. O vazio É o personagem. Aquele nada no palco? Não é um erro — é a geografia emocional da América rural.
Sim, mas também é meio hilário que a única coisa separando isso de ‘Interestelar’ é a falta de um robô. Aposto que na próxima cena o Matthew McConaughey aparece de um relógio.
Vocês perceberam que Idaho tem cidades, né? A gente não passa o tempo todo encarando o vazio em flanela. Tem gente com Wi-Fi e que gosta mesmo da vida aqui.
Isso é Kierkegaard com iluminação melhor. Hunter não está escrevendo sobre Idaho — está usando o estado como palco para a condição moderna. O vazio não é rural; é ontológico.
Tudo que sei é que paguei 180 dólares no ingresso e não ri nem uma vez. Se eu quisesse silêncio sombrio, iria meditar num armário.
O silêncio aqui não é vazio — é tensão. Os atores seguram cada palavra como se fosse a última que vão dizer. Isso é direção.
Vocês estão perdendo o calor no frio. Esses personagens sofrem, sim, mas tentam se conectar. Esse gesto silencioso? É amor lutando contra a neve.
Isso me lembra ‘Fim de Jogo’ — Beckett aprovaria com um aceno sombrio. A condição americana, pós-otimismo. As luzes estão baixas porque o futuro é sombrio.