Jimmy Kimmel Breaks Down on Live TV: 'This Year Felt Like an Extended Psychotic Episode' — Is Late-Night Comedy the Last Real Refuge?
Jimmy Kimmel se desfaz ao vivo na TV: 'Este ano pareceu um episódio psicótico prolongado' — A comédia noturna ainda é o último refúgio real?

Jimmy Kimmel encerrou 2025 com um monólogo cru e emocionado que não era apenas sobre a televisão da madrugada — foi um confronto pessoal com a perda, o extremismo político e o conforto estranho que a comédia ainda oferece em um mundo em colapso.
Suspenso pela Disney sob pressão presidencial, lidando com a morte de um amigo querido e enfrentando a erosão moral da América — Kimmel não apenas apresentou um programa. Ele foi testemunha. E seu apelo aos espectadores globais? Um pedido humilde: 'Nem todos nós somos assim. Têm paciência conosco.'
O fato de um presidente poder praticamente forçar a suspensão de um apresentador noturno com ameaças veladas a reguladores mostra o quão frágil é a liberdade de expressão. Isso não foi sobre audiência. Foi intimidação política. E a Disney ceder tão rápido deveria assustar qualquer um que valorize independência editorial.
Ah, querido, a Disney não cedeu. Ela foi prudente. Executivos não são demitidos por serem cuidadosos. São demitidos por irritar um presidente. Pergunte a qualquer produtor que já teve que 'ajustar o tom' após um ataque nas redes.
Têm paciência conosco durante este episódio psicótico prolongado em que estamos? Jimmy, eu acompanho a política dos EUA desde os anos 80. Estamos nesse episódio desde o café da manhã.
Como alguém que assiste a Kimmel da Europa, seu pedido de desculpas ao mundo valeu mais do que qualquer discurso político que já vi. É raro ouvir um americano dizer: 'Sabemos que estamos agindo de forma insana, e estamos tentando.'
O Letterman não fez isso. O Leno jamais faria. Mas o monólogo do Kimmel pareceu mais um tributo da era 11 de Setembro do que uma piada — um artefato cultural que diz: 'Estivemos aqui, e vimos.'
O fato de milhões assistirem não por piadas, mas por conforto, prova que a programação noturna não está morrendo. Está evoluindo. Está se tornando uma infraestrutura emocional. Isso não é triste. É meio belo.
Infraestrutura emocional? Por favor. Se precisamos de terapeutas, não vamos fingir que um monólogo é terapia. O Kimmel é ótimo, mas não confunda catarse com competência.
Talvez seja ingênuo, mas quero acreditar no Kimmel quando ele diz que a comédia nos ajuda a nos sentirmos menos loucos. Em um mundo de algoritmos e raiva, isso ainda conta para alguma coisa.