Why Are 29 Canadian Soldiers Buried in a Tiny English Town? The Forgotten WWI Healing Hub You’ve Never Heard Of
Por que 29 soldados canadenses estão enterrados em uma cidadezinha inglesa? O esquecido centro de tratamento da WWI que você nunca ouviu falar
Então eu estava caminhando por Buxton, na Inglaterra—essa cidadezinha sossegada e pitoresca de águas termais no Distrito dos Picos—quando me deparei com 29 lápides canadenses impecavelmente brancas sob árvores de azevinho. Chuva, rosas vermelhas, vento cinzento. Foi um choque: por que esses soldados estão enterrados tão longe de casa?
Pois bem, descobri que Buxton foi um grande centro de recuperação canadense na WWI. Graças às águas minerais e hotéis reutilizados, milhares vieram se curar. Alguns permaneceram para sempre. A cidade até teve um centro de desmobilização canadense—80 mil tropas passaram por lá. E mesmo assim, esse capítulo quase não aparece nos livros de história.
Moro a duas horas de Buxton e não fazia ideia. Me deixa emocionado pensar em jovens a milhares de quilômetros de casa, se recuperando sob céus estrangeiros. E o Banting—vencedor do Nobel—sendo tratado lá? Isso é alucinante.
Romântico, sim, mas não esqueçamos: esses homens estavam traumatizados, muitos com membros amputados. A cura não era só água mineral. Eram enfermarias para ‘shell shock’, morfina e meses de reabilitação agonizante. Essa não é uma história de spa.
Meses de reabilitação agonizante? Com certeza. E parabéns a Buxton—eles provavelmente usavam hidroterapia, que era moderna na época. Resistência da água, variações de temperatura, flutuabilidade—tudo ajudava na força e no moral. A fisioterapia moderna lhes deve um agradecimento.
Meu avô tocou trombone numa banda de convalescentes lá. Ele disse que isso salvou sua sanidade. Esses homens não estavam só curando corpos—estavam reconstruindo identidades. Não os reduzam a estatísticas.
Buxton ainda realiza a cerimônia do Dia da Lembrança todo 11 de novembro. Moradores acendem velas e colocam coroas de flores. Vocês deveriam ver as fotos—canadenses, britânicos, crianças, idosos. Não é encenação. É respeito genuíno.
Respeito genuíno? Ótimo. Mas lembrem-se: esses homens também foram explorados. Eram cobaias para novas terapias. E quando o Hotel Empire foi demolido em 1964, parte do legado físico deles foi junto.
Minha tia-avó Ada Ross trabalhou como enfermeira e morreu de tuberculose em Buxton. Ela tinha 47 anos. O sacrifício dela não é uma nota de rodapé. É por isso que o Canadá deveria financiar projetos de história oral antes que essas histórias desapareçam.