Is This the End of Western Sahara’s Independence Dream? The US Just Rewrote the Rules
Será o Fim do Sonho de Independência do Saara Ocidental? Os EUA Acabam de Mudar as Regras

Então a ONU acaba de dar sinal verde à reivindicação de soberania do Marrocos sobre o Saara Ocidental — com força dos EUA por trás — enquanto Argélia e Rússia ficaram de lado, furiosas. Nada sobre um referendo. De novo. A resolução chama o plano de autonomia do Marrocos de 'solução mais viável', o que soa diplomático, mas vamos combinar: é um enterro silencioso da autodeterminação.
Enquanto isso, o Frente Polisário não está comprando essa. Eles chamam isso de recompensa ao expansionismo. E têm razão — o cessar-fogo vem desmoronando desde 2020, e o Marrocos vem construindo portos, rodovias e cidades em zonas ocupadas. Isso não é só política; é engenharia demográfica.
Vamos cortar pela emoção. Um referendo não avança há 30 anos. Pessoas vivem, constroem e morrem no Saara Ocidental sob administração marroquina. A realidade no terreno importa. Autonomia não é independência, claro — mas pode ser o único compromisso realista que sobrou.
Realismo? Isso é só um código para ‘aceitar a conquista marroquina como permanente’. Desde quando colonização virou ‘realidade no terreno’? Isso não é compromisso — é rendição disfarçada de pragmatismo.
Lembra de Timor-Leste? O reconhecimento internacional veio só depois que a ocupação da Indonésia se tornou insustentável. O mundo ignora movimentos de libertação até que o custo do silêncio supere o caos da mudança.
O Marrocos tem estado ocupado comprando amigos pela África. De Senegal a Ruanda, mais nações estão apoiando Rabat. Mesmo que o Polisário conquiste corações, a geopolítica se ganha com alianças e infraestrutura, não só com justiça.
Mais uma resolução, mais um ano de MINURSO. Quantas vezes já prorrogamos essa missão ‘provisória’? A ONU não trouxe paz — virou só a babá de um conflito congelado. Está na hora de agir ou sair.
É engraçado como as prioridades dos EUA mudam. Cortam financiamento da ONU, mas escolhem exatamente essa batalha para mostrar poder. Internacionalismo 'à la carte' clássico — quando beneficia a influência dos EUA, de repente o multilateralismo volta à moda.
Serviu no MINURSO por dois períodos. Não somos ‘babás’. Monitoramos cessar-fogos, protegemos civis e documentamos violações. Não é glamoroso, mas silêncio não é paz. Mantemos a chama acessa.
Visitei Laayoune no ano passado. Vi hospitais, escolas, usinas solares. Marroquinos não são ‘colonos’ — estão construindo vidas. O mundo fala de ocupação, mas as pessoas daqui só querem construir estabilidade. Vamos focar em desenvolvimento, não em slogans.