Eidos-Montreal Is Bleeding Talent Again — Is This the End of an Era?
A Eidos-Montreal Está Sangrando Talento Novamente — O Fim de Uma Era?

Mais uma onda de demissões atinge a Eidos-Montreal, com pelo menos uma dúzia de desenvolvedores saindo discretamente do estúdio esta semana. Samuel Daher, diretor de gameplay de Marvel’s Guardians of the Galaxy, resumiu em uma publicação melancólica no LinkedIn: 'Amei trabalhar aqui e teria ficado, mas os tempos estão difíceis.' Isso é uma forma corporativa de dizer: 'Estamos sendo desmontados de novo.'
O Insider Gaming relata que a maioria dos projetos internos foi cancelada — incluindo um jogo misterioso em desenvolvimento desde 2019, agora considerado caro demais para recuperar. Com a Eidos agora focada em títulos sob encomenda, como Grounded 2 e Fable para a Microsoft, está claro: este estúdio lendário não está mais construindo seu próprio legado. E pior: mais demissões já estão previstas. O que restou do espírito original?
Isso não é apenas 'tempos ruins' — é o colapso previsível de estúdios criativos sob o modelo de expansão desalmado da Embracer. Eles compram marcas icônicas, esvaziam-nas com projetos passionalmente ambiciosos, mas não lucrativos, depois reorganizam e demitem. Repetem o ciclo. A Eidos já significou algo. Hoje, é um terceirizado da Microsoft com um nome bonito.
Olha, desenvolver jogos é brutal. Estúdios sobem e descem. A Embracer arriscou com equipes criativas — e algumas apostas não deram certo. Aquele projeto de 2019 custando demais? Isso é falha da liderança, não de uma conspiração de conglomerado maligno.
Como alguém que já apresentou projetos a publishers há anos, posso dizer: se um projeto de 5 anos não consegue cobrir seus custos, algo estava errado desde o primeiro dia. Escopo fora de controle, planejamento fraco, ou ambos. Paixão não paga o aluguel.
Joguei Deus Ex com 15 anos. A Eidos não era só um estúdio — era um farol. Ver isso se tornar um estúdio de suporte para o remake de Fable da Microsoft é como ver um poeta escrevendo listas de compras para um funcionário corporativo.
Tá bom, mas me ouve: se vão manter a Eidos viva trabalhando em Fable, tudo bem. Só torça para ser mágico. Esperei 15 anos. Não me entregue outro RPG genérico com texturas melhores.
Já passei por isso. 'Os tempos estão difíceis' é a versão do LinkedIn de 'fui demitido e não posso explicar o porquê'. Você sorri, agradece a todos e começa, em silêncio, a se candidatar a 50 vagas por dia. É brutal. Meu coração vai para os afetados.
É isso que acontece quando criatividade encontra lógica de capital de risco. Você não está criando arte — está cumprindo metas. Quando custos disparam e prazos são perdidos, você é cortado. Triste, mas não surpreendente.
Vocês estão perdendo o rumo. A Eidos trabalhando em Grounded 2 e Fable é algo bom. A Microsoft sabe como lançar jogos. Talvez esse foco seja exatamente o que o estúdio precisa para sobreviver.