Is Frankenstein’s Monster a Victim or a Villain? Why Every Adaptation Gets It Wrong
Frankenstein é vítima ou vilão? Por que todas as adaptações erram no essencial

Vamos começar com isso: temos contado a história de Frankenstein de cabeça para baixo desde 1931. O cara verde com parafusos no pescoço? Esse não é o verdadeiro monstro — o monstro somos nós, Victor e todos os que continuam cometendo os mesmos erros.
Shelley não escreveu um conto de terror — ela escreveu uma tragédia sobre isolamento, responsabilidade e a soberba de brincar de Deus. E mesmo assim, toda vez que revisitamos o mito, caímos nos mesmos clichês de Frankenstein. Talvez sejamos nós que precisemos ser reanimados.
O verdadeiro vilão aqui é a simplificação cinematográfica. A versão de 1931 de Whale tirou a nuance, transformou a criatura num brutamontes mudo e, de repente, todas as adaptações seguiram o mesmo caminho. É como reduzir Hamlet ao 'Ser ou não ser?' e um crânio.
Toda vez que fazemos um novo filme sobre IA ou edição genética, é um revival de Frankenstein. Sabemos os riscos, sabemos da ética — mas ainda assim financiamos o projeto. Isso não é ficção. É capitalismo de risco com um raio.
A versão de Del Toro pode finalmente acertar — sem pontos, sem gemidos, apenas um ser esculpido pelo silêncio e pela dor. Se o monstro finalmente falar como Shelley escreveu, talvez escutemos a verdade.
Vamos ser sinceros — a criatura só queria um amigo. Toda vez que ele tenta se aproximar, alguém entra em pânico e pega uma tocha. Não é à toa que ele vira um monstro furioso. Como é que isso é culpa dele?
Sinceramente, Victor é só um gestor de projeto tóxico. 'Eu faço sozinho, não preciso de ajuda, vou trabalhar 80 horas essa semana.' Cara, você tinha UM trabalho.
Exatamente. Nós glorificamos gênios solitários, depois fingimos surpresa quando eles geram caos. Del Toro sabe disso — sua criatura não é um fracasso. Victor é.
Eu só queria que alguém fizesse uma versão onde o monstro adota uma criança perdida e eles abrem uma pousada assustadora. É pedir demais?
Imagina se a criatura simplesmente criasse um grupo de apoio. 'Oi, eu sou Adam, e fui abandonado pelo meu pai-cientista assim que abri os olhos.' Na primeira reunião, lotação máxima.