Is This 384-Foot 'Boardwalk' Yacht Just a Floating Mansion… or the Future of Maritime Luxury?
Esse iate de 384 pés 'Boardwalk' é só uma mansão flutuante... ou o futuro do luxo marítimo?

Então o superyacte de 117 metros do Lürssen finalmente tem nome: Boardwalk. Nada discreto, considerando a obsessão do dono pelo conceito. Esse é o terceiro projeto que ele chama de Boardwalk — isso que é marcar seu ego flutuante. Mas vamos combinar: com dois heliportos, duas piscinas e um beach club que provavelmente tem um sommelier de champanhe, isso não é só um barco. É uma cidade vertical com GPS.
E sim, pertence a Tilman Fertitta — empresário, autointitulado 'Restaurateur to the Stars', recém-nomeado embaixador dos EUA na Itália, e aparentemente, o cara que acha que 'Boardwalk' é o ápice da nomenclatura de iates. Ele morou no Boardwalk anterior por meses este ano. Agora receberá o navio principal de 2026 em abril. O homem não tem só uma casa de férias — ele cuida de uma frota.
Vamos falar dos dois heliportos. Ter um na proa e outro dois convés acima na popa? Isso não é projeto de iate, é redundância de nível militar. Gera sérios problemas de estabilidade. Eu entendo — ricos precisam dos brinquedos — mas a engenharia aqui está andando na corda bamba.
Mais uma viagem de ego para bilionários. Estamos em crise climática e essas pessoas estão construindo castelos flutuantes com várias piscinas? Enquanto isso, milhões lutam por água potável.
Sara Cética, entendo sua indignação, mas demonizar donos de iate não vai parar a mudança climática. Taxe o carbono, não a estética. Esse iate consome menos combustível por pessoa do que um Boeing 787 cheio de turistas voando para Bali.
Vocês estão perdendo o contexto por causa dos detalhes. A Lürssen construiu isso em total sigilo por anos. Esse nível de artesanato? É arte. Cada painel, cada curva. Não são as piscinas nem os heliportos — é sobre levar a arquitetura naval ao futuro.
É engraçado como os megaiates modernos espelham os iates da Era Dourada dos Rockefeller e Vanderbilt. Naquela época eram chamados de 'iados a vapor' e navegavam com orquestras particulares. Hoje tem heliportos e piscinas infinitas, mas a mensagem é a mesma: 'Olha como não preciso me preocupar com nada.'
A verdadeira vergonha não é o iate em si, mas que inovações como as da Lürssen pudessem ser usadas para pesquisa marinha sustentável. Imagine uma plataforma de 117m para limpeza oceânica ou restauração de corais. Mesma engenharia, propósito diferente. Mas não — vamos apenas transportar champanhe.
Sei que é fácil odiar, mas talvez alguma tecnologia do Boardwalk — como modo sigiloso ou capacidade de emissão zero — possa ser referência? Dá para sonhar que bilionários comecem a financiar projetos ecológicos assim, em vez de só nomear iates com nomes de calçadão.