Is Happiness a Virus? Vince Gilligan’s New Show 'Pluribus' Asks If We’d Rather Be Together Than Free
Felizidade é um vírus? A nova série de Vince Gilligan, 'Pluribus', pergunta se preferiríamos estar juntos do que livres

Então Vince Gilligan simplesmente joga uma granada filosófica com sua nova série da Apple TV+, Pluribus. Esqueça impérios de metanfetamina e advogados corruptos — agora ele está lidando com a natureza do livre-arbítrio. Um vírus alienígena transforma a humanidade em uma colmeia feliz, e as únicas pessoas que permanecem 'acordadas' são as desviantes, como Carol, interpretada por Rhea Seehorn. Mas aqui está o ponto crucial: os infectados não são zumbis babando. Eles são felizes. Muito felizes. E querem espalhar isso.
Gilligan disse em entrevistas que inicialmente imaginou um homem universalmente amado — todos 'se esforçariam ao máximo' por ele — antes de perceber que poderia escrever esse papel para Rhea Seehorn. Esta série não é apenas ficção científica; é um estudo de personagem disfarçado de thriller. E, francamente? Estou cansado de ser informado sobre o que ‘humanidade’ significa por caras de chapéu branco. Prefiro uma mulher tentando salvar o livre-arbítrio a Walter White em qualquer dia.
A questão central de Pluribus não é se a mente coletiva é boa ou ruim — é se a felicidade sem autonomia ainda é felicidade. Se todos concordam, é opressão? Se ninguém sofre, é uma distopia? Este é o tipo de zona moral cinzenta que faz uma boa ficção científica.
Olha, entendo a metáfora. Mas vamos combinar: se 99% das pessoas são felizes e pacíficas, e só um punhado é ‘livre’, quem realmente é o vilão? Talvez o problema não seja a colmeia — são os retardatários que não aceitam a mudança. Parece um pouco com todo avô ranzinza reclamando da Geração Z.
A mudança visual de Better Call Saul para Pluribus é insana. Proporção de tela mais larga, iluminação no estilo Kodachrome, câmeras deslizando — Gilligan não está apenas contando uma nova história, está construindo um novo mundo. O uso de cor e composição? Um espetáculo.
Tudo o que sei é que meu adolescente está obcecado com Pluribus, e agora está citando Nietzsche sobre a 'vontade de poder' no jantar. Ótima série, mas precisamos mesmo de mais mídia dizendo às crianças que elas são floquinhos de neve especiais que precisam resistir à harmonia?
Pluribus é basicamente Admirável Mundo Novo misturado com Os Invasores. Mas o gênio é que Gilligan faz você questionar se a resistência é nobre ou apenas ego. Carol está salvando a humanidade — ou sendo uma controladora?
Exatamente. Nós glorificamos o rebelde solitário, mas e se a sociedade não precisar de um salvador? E se a paz for o objetivo?
Admiro a ambição temática, mas podemos apreciar a técnica? Aquela lente larga não é só bonita — tem função. O espaço negativo obriga você a perceber o que não está sendo dito. Isso é cinema com intenção.
E ainda assim — o que é 'paz' sem dissensão? Se ninguém diz 'não', é mesmo uma sociedade? Ou apenas um coro?