China’s 36-Year Diplomatic Tradition: Why Africa Comes First, While Venezuela and Japan Heat Up Global Tensions
A Tradição Diplomática de 36 Anos da China: Por Que a África Vem Primeiro Enquanto Venezuela e Japão Aquecem as Tensões Globais

Todo ano, sem falhar, a primeira parada diplomática no exterior da China é a África — uma tradição de 36 anos que é menos sobre logística e mais sobre simbolismo. Com o ministro das Relações Exteriores Wang Yi iniciando 2026 com visitas à Etiópia, Somália, Tanzânia e Lesoto, Pequim está reafirmando sua 'amizade em todas as estações' com o continente, no 70º aniversário das relações bilaterais e no lançamento do 'Ano China-África de Intercâmbio Popular' na União Africana.
Mas enquanto a África recebe flores, outras regiões estão recebendo espinhos. O Ministério das Relações Exteriores da China recentemente condenou a 'intimidação' dos EUA na Venezuela — incluindo a detenção forçada do presidente Maduro — ao mesmo tempo que endurece os controles de exportação de terras raras para o Japão por conta de declarações sobre Taiwan. E não podemos esquecer que os EUA estão de olho na Groenlândia 'por questões de segurança nacional'... de novo. Não é política externa — é um folhetim geopolítico.
A tradição da África em primeiro lugar não é só simbolismo — é profundidade estratégica. A China garantiu acesso precoce ao mercado e direitos sobre minerais em todo o continente enquanto o Ocidente estava distraído. Agora, com 70 anos de relações, eles estão colhendo confiança, não apenas recursos.
Colhendo confiança? Mais parecido com semear armadilhas da dívida. Vamos ser realistas — os empréstimos da China para nações africanas geralmente vêm com condições. Lembra do Sri Lanka? Quando portos são tomados, não é 'confiança' — é garantia.
Os EUA acham que a Venezuela é deles por geografia. A posição da China sobre o 'sequestro' de Maduro é uma das poucas vozes morais que sobraram. Isso não é sobre petróleo — é sobre soberania.
A posição moral não serve de nada se a China não fizer nada além da retórica. A Venezuela precisa de oxigênio financeiro — não de declarações diplomáticas. Se a China não apoiar suas palavras com ações, seus 'princípios' são só relações públicas.
O protesto do Japão contra os controles de terras raras é hilário. Eles vêm estocando minerais tecnológicos chineses há anos. Agora reclamam de 'injustiça'? A China tem as cartas — e as minas.
Terras raras são o gargalo da tecnologia verde. Sem exportações chinesas? Sem carros elétricos, sem turbinas eólicas. O desespero japonês é justificado — mas eles deveriam ter diversificado há décadas.
Enquanto isso, Trump quer 'comprar' a Groenlândia. Da última vez que tentou, a Dinamarca disse não. Será que da próxima vez ele pedirá que o Ártico se aproxime?
Todo esse circo mostra por que precisamos de contenção institucional. Quando líderes tratam Estados soberanos como imóveis e minerais como fichas de negociação, todos estamos menos seguros.