Ilustração de uma equidna-gigante da Era do Gelo caminhando em paisagem australiana, com focinho longo e corpo coberto de espinhos, ao lado de uma representação em escala de uma equidna moderna para comparação de tamanho.
Ilustração de uma equidna-gigante da Era do Gelo caminhando em paisagem australiana, com focinho longo e corpo coberto de espinhos, ao lado de uma representação em escala de uma equidna moderna para comparação de tamanho.

Um achado antigo traz nova luz sobre a megafauna australiana. Se alguém por perto curte paleontologia ou história natural, talvez valha enviar com calma.

Fóssil esquecido revela equidna-gigante Fluxo da história e fatos principais

Um fóssil de mais de um século, guardado no Museums Victoria, ajudou a confirmar a presença da equidna-gigante Megalibgwilia owenii no sudeste da Austrália durante a Era do Gelo. O fragmento de crânio foi coletado em 1907 na Foul Air Cave, em Buchan, Victoria, mas só agora foi identificado com precisão graças a análises modernas, incluindo escaneamento 3D. A descoberta é significativa porque preenche uma lacuna geográfica de mais de mil quilômetros entre outros registros fósseis da espécie, encontrados anteriormente em Austrália Ocidental, Tasmânia e sul de Nova Gales do Sul.

A Megalibgwilia owenii era muito maior que as equidnas atuais, atingindo até um metro de comprimento e pesando cerca de 15 quilos — o equivalente ao peso de uma criança pequena. Seu focinho reto e robusto era adaptado para cavar solos duros e se alimentar de insetos grandes durante o Pleistoceno. A espécie faz parte do grupo dos monotremados, mamíferos que botam ovos, como o ornitorrinco e as equidnas modernas, mas que ainda amamentam seus filhotes.

A identificação foi feita por Tim Ziegler, do Museums Victoria Research Institute, e Jeremy Lockett, da Deakin University, que compararam o fóssil com espécimes modernos e outros fósseis. O estudo foi publicado em abril na revista Alcheringa. A descoberta reforça a importância das coleções museológicas como fontes contínuas de conhecimento científico, mesmo quando os materiais permanecem inanalizados por décadas.

Fatos

  • Um fóssil de crânio coletado em 1907 na Foul Air Cave, Buchan (Victoria, Austrália), foi identificado em 2026 como pertencente à Megalibgwilia owenii, uma equidna-gigante extinta.
  • A Megalibgwilia owenii media até um metro de comprimento e pesava cerca de 15 quilos, muito maior que as equidnas atuais, que pesam entre 2 e 7 quilos.
  • O estudo, publicado em abril de 2026 na revista Alcheringa, confirma pela primeira vez a presença da espécie no estado de Victoria, preenchendo uma lacuna geográfica de mais de mil quilômetros.
  • A análise foi feita por Tim Ziegler (Museums Victoria) e Jeremy Lockett (Deakin University), com uso de escaneamento 3D e comparação com espécimes modernos.
  • As equidnas são monotremados, mamíferos que botam ovos, e a Megalibgwilia owenii tinha focinho reto adaptado para cavar solos duros no Pleistoceno.

Explicação de notícia reconstruída a partir de reportagens de vários veículos com ajuda de IA. Política editorial