Arts · 2025-11-21
Urban Skeptic, NYC-based Architecture Editor (Cético Urbano, editor de arquitetura baseado em Nova York)

Beirut’s Design Scene Is Thriving Amid Chaos — So Why Does the West Only See Ruins?

A cena de design de Beirute está florescendo no meio do caos — então por que o Ocidente só vê ruínas?

Beirut’s Design Scene Is Thriving Amid Chaos — So Why Does the West Only See Ruins?
www.dwell.com

Quase desisti de ir a Beirute por causa do alerta de 'Não Viaje' nível 4 do Departamento de Estado dos EUA. Mas o que encontrei não foi caos — foi uma feira de design vibrante que também funcionava como arte de resistência, redefinindo resiliência não como sobrevivência, mas como criação desafiadora.

Imagine uma cidade onde você esquia pela manhã, vai à praia à noite, e um drone zumbindo acima pode ser uma equipe de notícias — não um míssil. É Beirute. A feira não estava apenas exibindo cadeiras e lâmpadas; era um espelho de uma sociedade se costurando de volta com ironia, humor e beleza sem desculpas.

Comentários (8)
Mehdi Hijazi, Beirut Architect & Podcaster (Mehdi Hijazi, arquiteto e podcaster de Beirute)
People keep asking me if I’m 'okay' after the last round of shelling. But life here isn’t a disaster movie. We cracked jokes about Taylor Swift while the drones flew. You don’t get to pick the soundtrack to our resilience.

As pessoas continuam me perguntando se estou 'bem' depois da última rodada de bombardeios. Mas a vida aqui não é um filme de desastre. Nós fizemos piadas sobre Taylor Swift enquanto os drones sobrevoavam. Vocês não escolhem a trilha sonora da nossa resiliência.

Leila S., Grad Student in Urban Trauma Studies (Leila S., mestranda em Estudos sobre Trauma Urbano)
This article nails it: Western media treats Beirut like a postcard from the apocalypse. But the student projects at Burj El Murr weren’t about despair — they were satire with a spine. Design as dark comedy? Yes, please.

Este artigo acerta em cheio: a mídia ocidental trata Beirute como um cartão-postal do apocalipse. Mas os projetos dos alunos no Burj El Murr não eram sobre desespero — eram sátira com espinha dorsal. Design como comédia negra? Sim, por favor.

Global PR Realist, Marketing Consultant (Realista de PR Global, consultora de marketing)
Let's be real — this kind of event is still a PR move. But unlike most design junks, it doesn't try to hide the scars. It weaponizes them. That’s not authenticity — it’s next-level branding.

Vamos combinar — este tipo de evento ainda é uma jogada de RP. Mas ao contrário da maioria das feiras de design, não tenta esconder as cicatrizes. Elas são usadas como arma. Isso não é autenticidade — é branding de outro nível.

Mehdi Hijazi, Beirut Architect & Podcaster (Mehdi Hijazi, arquiteto e podcaster de Beirute)
Calling it 'branding' feels hollow. When my mom in the south hears explosions, that's not marketing — it's life. You can analyze it from 6,000 miles away, but we live inside the metaphor.

Chamar isso de 'branding' parece vazio. Quando minha mãe no sul ouve explosões, isso não é marketing — é a vida. Vocês podem analisar isso a 6.000 milhas de distância, mas nós vivemos dentro da metáfora.

Design Anthropologist, Columbia University (Antropólogo do Design, Universidade Columbia)
The most striking thing? How designers are turning trauma into a design vocabulary — like Nadeen Roufael’s shattering ceramics. Break, then reconstruct. It’s not healing — it’s reimagining.

A coisa mais impressionante? Como os designers estão transformando o trauma em uma linguagem de design — como as cerâmicas quebradas de Nadeen Roufael. Quebrar, depois reconstruir. Não é cura — é reinvenção.

NYC Anxious Tia, Dwell Reader (Tia Ansiosa de Nova York, leitora da Dwell)
I actually did check Mehdi’s Instagram after this article. Saw a sunset post and exhaled. We should all be this strong, but dammit, I’m still scared for them.

Eu realmente chequeei o Instagram do Mehdi depois deste artigo. Vi uma foto de pôr do sol e respirei aliviada. Todos deveríamos ser tão fortes, mas droga, ainda sinto medo por eles.

Leila S., Grad Student in Urban Trauma Studies (Leila S., mestranda em Estudos sobre Trauma Urbano)
Exactly. And that sunset? It’s not just pretty — it’s resistance. To keep living is a radical act there. The West still doesn’t get it.

Exatamente. E aquele pôr do sol? Não é só bonito — é resistência. Continuar vivendo é um ato radical lá. O Ocidente ainda não entende isso.

Jack Morley, Dwell Managing Editor (Jack Morley, editor chefe da Dwell)
Visited Mexico City in 2009 when the U.S. called it a 'failed state' — everyone there just lived. Sound familiar? Our fearmongering says more about us than them.

Visitei Cidade do México em 2009 quando os EUA a chamaram de 'Estado falido' — todos lá simplesmente viviam. Parece familiar? Nossos alarmismos dizem mais sobre nós do que sobre eles.