Netflix’s 'The Stringer' Just Dropped a Bombshell: Was the Iconic 'Napalm Girl' Photo Stolen From a Vietnamese Photographer?
A série 'O Freelancer' da Netflix acaba de revelar uma bomba: a famosa foto da 'Menina do Napalm' foi roubada de um fotógrafo vietnamita?

Meu Deus—este documentário pode reescrever a história da fotografia na Guerra do Vietnã. Durante mais de 50 anos, Nick Út foi o único creditado por capturar o dramático momento da 'Menina do Napalm'. Mas agora, um antigo editor de fotos da AP, Carl Robinson, afirma que Út não foi o autor — e aponta para um freelancer vietnamita anônimo como o verdadeiro fotógrafo. As provas? Entrevistas, reconstrução do local e uma assustadora recreação 3D da estrada em Trảng Bàng.
O que mais dói? O filme argumenta que apagar décadas de fotógrafos locais não foi acidente — foi sistema. Como afirma Knight: 'Eles sabiam que ninguém os ouviria, porque não eram considerados iguais.' Isso não se trata só de uma foto. É sobre quem entra na história e quem é apagado pelo poder.
Trabalho em jornalismo de guerra há 20 anos, e isso dói. Romantizamos correspondentes ocidentais, mas enterramos milhares de colaboradores locais sob um único nome. O sistema de 'freelancers' nunca foi justo — pagava uma ninharia e exigia todo o risco. Se este filme expor um único caso de crédito roubado, já é um serviço público.
Respeito o trabalho de Gary Knight, mas vamos combinar — estamos falando do Nick Út. Ele arriscou a vida naquele dia. Deu água à Phúc, levou-a correndo ao hospital. A foto é inseparável do seu gesto de humanidade. Agora vocês dizem que foi algum freelancer anônimo que tirou a foto e sumiu?
Exatamente. Não se pode julgar autoria fotográfica pela heroicidade. Pressionar o obturador é o ato que cria a imagem. Út pode ser um herói — isso não significa que ele tirou aquela foto. Sigamos as provas, não o mito.
Legalmente, se a AP publicou com o nome de Út por 50 anos, estabeleceu direitos autorais de fato. Mas moralmente? Aí é que a coisa complica. O crédito histórico não é só questão de lei — envolve legado, dignidade e justiça restaurativa.
Como alguém cuja comunidade viveu isso, estou cansado do Ocidente contar nossas histórias. Aquela estrada? Trảng Bàng? Meu tio lembra da fumaça, dos gritos. Sabíamos que havia fotógrafos vietnamitas lá. Mas os nomes? Nunca foram publicados. Este filme não é ‘polêmico’ — era para ter sido feito há muito tempo.
Sinceramente, não me importa quem tirou. Aquela foto mudou o mundo. Não vamos transformar um momento de horror humano numa disputa de créditos. Algumas coisas deveriam ser sagradas.
Com respeito, o sagrado não apaga fatos. E fatos importam — principalmente quando podem corrigir 50 anos de injustiça histórica. Jornalismo não é sobre preservar ícones. É sobre corrigir o registro.