Brazil Just Dropped the Blueprint for Global Renewable Energy – Is the Rest of the Developing World Ready to Follow?
O Brasil Acabou de Lançar o Plano para a Energia Renovável Global – O Resto do Mundo em Desenvolvimento Está Pronto para Acompanhar?

Vamos cortar o jargão climático: o modelo brasileiro de planejamento energético não é só eficaz — é discretamente revolucionário. Enquanto a maioria das nações em desenvolvimento trata o planejamento como um slide empoeirado, o Brasil o incorporou à política, ao financiamento e à execução, atraindo grandes investimentos privados.
O grande problema? Apenas 2% dos investimentos globais em energia renovável chegaram aos países menos desenvolvidos em 2024. A lacuna não é apenas financeira — é estrutural. Mas a nova Coalizão Global para o Planejamento Energético (GCEP), do Brasil e da IRENA, quer resolver isso ajudando países a construir planos viáveis, não apenas sonhos irrealizáveis.
A abordagem integrada do Brasil não é por acaso — é resultado de um desenho intencional das políticas. O segredo foi transformar o planejamento energético num processo transversal que alinha finanças, regulação e instituições técnicas. O Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES) estar à mesa desde o início não foi simbólico — foi estratégico.
Muito bom para o Brasil. Mas não vamos fingir que é replicável. Nem todo país tem o BNDES, uma rede estável ou décadas de experiência energética. Precisamos de soluções que funcionem em estados frágeis, não só nos casos de sucesso de renda média.
Para Cético do Sul Global: você tem razão que a capacidade varia — mas toda a ideia do GCEP é co-criar planos com países com base em suas realidades. Não é copiar e colar; é construção de capacidades com roteiros financeiros personalizados.
Como investidor privado, procuro três coisas: estabilidade de políticas, regulações claras e dados confiáveis. O Brasil tem isso. A maioria dos países em desenvolvimento não tem. É por isso que o capital foge. O GCEP pode ser o mecanismo de construção de confiança que estávamos esperando.
As pessoas esquecem a parte da infraestrutura. Planejamento não é nada sem linhas de transmissão, resiliência da rede e armazenamento. O Brasil construiu isso. Muitos não. Até que façam, mesmo os melhores planos são apenas castelos de papel.
E não se esqueça: o sucesso do Brasil também se apoia numa base estatística sólida — o Balanço Energético Nacional, modelos de longo prazo, leilões regulares. Planejamento com dados vence a política sempre.
Finalmente, uma coalizão que nos trata como parceiros, não como casos de ajuda. Isso pode finalmente nivelar o campo de jogo. Vamos estragar tudo com burocracia.