Is China's EV Boom Built on Fake Sales and Fake Profits?
O boom dos carros elétricos na China é sustentado por vendas falsas e lucros fictícios?
Aqui vai a reviravolta: dá para comprar um carro elétrico 'usado' na China que nunca foi dirigido. Como? As concessionárias registram carros como ‘vendidos’ para bater metas, e depois os vendem como seminovos. Nenhum cliente de verdade, só papelada. O jornal People’s Daily chamou isso de ‘culto aos dados’ — empresas fingindo crescimento para impressionar Pequim.
Enquanto isso, o setor de carros elétricos na China está inchado, perdendo dinheiro e com excesso de oferta — tudo graças a subsídios estatais maciços. Empresas como a Xiaomi estão entrando, os preços estão desabando e lucratividade? Sumiu. Mas, em vez de deixar os fracos saírem do mercado, o Estado os mantém vivos. Isso não é capitalismo. É ‘fabricação de campeões nacionais’ com uma pitada de negação financeira.
Vamos ser realistas: se você não deixa empresas falidas falirem, não está gerindo uma economia — está administrando uma fazenda de fábricas zumbis. Isso não é inovação; é anestesia financeira.
É, o modelo é caótico, mas a China está forçando a queda dos preços globalmente. Isso significa carros elétricos mais baratos para o cidadão comum. Isso é uma vitória para o clima e o acesso financeiro.
Claro que devemos elogiar a ineficiência. Construir dez vezes mais fábricas do que o necessário, perder bilhões, manipular dados de venda — aí chamar isso de ‘política industrial’. O que poderia dar errado?
O problema principal não são os subsídios. É que o Estado não permite a consolidação do mercado. Não dá para ter 46 montadoras num só país. Isso não é competição — é caos.
Para ser justo, o governo chinês está tentando parar o golpe dos carros usados falsos. Mas só porque parece ruim, não porque é economicamente prejudicial.
Enquanto isso, minha fábrica foi fechada porque não conseguimos competir com carros elétricos de US$10 mil feitos com US$8 mil em dinheiro estatal. Obrigado, ‘livre mercado’.
Sim, carros elétricos mais baratos ajudam na adoção, mas se todo o ecossistema desmoronar, perderemos cadeias de suprimento, empregos e inovação. A estabilidade de longo prazo também importa.
E não esqueçamos: manter os perdedores só atrasa a dor. Quando a queda vier, será pior. Mas, ei, pelo menos as planilhas estão boas hoje.