Is Glen Powell the New Tom Cruise? Why This 'Running Man' Remake Is a Popcorn Blast—But Flunks the Finish Line
Glen Powell é o Novo Tom Cruise? Por Que Este Remake de 'Corrida Mortal' é uma Diversão de Pipoca—Mas Arrasa na Chegada

A versão de Edgar Wright para Corrida Mortal entrega estilo, estrelato e uma leitura surpreendentemente fiel do romance de Stephen King—pelo menos até o ato final, onde parece ceder à pressão do estúdio com um final higienizado e voltado ao apelo de massa. Glen Powell é magnético, sim, mas carisma é suficiente para sustentar um thriller distópico que esquece como ser perturbador?
A sátira à TV reality é afiada—especialmente o apresentador de game show grotesco e sarcástico de Colman Domingo—mas quando a ação entra em cena, a edição fica tão frenética que parece assistir ao TikTok trêmulo de outra pessoa. Ainda assim, é raro ver um blockbuster que ousa criticar o circo midiático. Só por isso, merece aplausos.
Vamos ser honestos: a versão de 2025 não está tentando ser a versão de Schwarzenegger de 1987. Não é uma paródia musculosa do fascismo; é uma sátira elegante e moderna do ecossistema midiático que desmorona. Corrida Mortal sempre foi um espelho. Dessa vez, somos nós que estamos no programa
O verdadeiro MVP é o guia rebelde maluco de Michael Cera. Aquela cena em que ele ensina o Powell a lutar com um torradeira? Uma delícia. Wright finalmente entra no humor absurdo, e é a única vez que a sátira parece perigosa.
Aliás, como escalaram um torradeira e a tornaram o coadjuvante mais carismático do filme?
Baby Driver tinha carros deslizando em perfeita sincronia. Hot Fuzz tinha brigas coreografadas. O que Corrida Mortal tem? Uma tomada de drone tão cheia de CGI que parece uma cena de Call of Duty. O talento visual de Wright está desaparecendo.
Nomeie outro protagonista que pode ficar tão bem enquanto é perseguido por uma escada de incêndio. Tom Cruise? Claro. Mas Powell traz algo novo—carisma nerd misturado com raiva da classe trabalhadora. Ele não está imitando, está herdando o trono.
Fiél ao livro até os últimos 20 minutos, depois BUM—fim feliz da Hollywood. O original de King não recua: é brutal, cínico e fiel ao seu mundo. Esta versão se esquiva. Não é um remake—é um remix.
A paródia das Kardashians em plano de fundo? 10/10. Se você não está rindo quando uma holografia da Kylie grita 'Isso é tão problemático!' para o Ben enquanto ele sangra, está perdendo a piada.
Não é um filme ruim. É um filme seguro. Pegaram a história radioativa de Stephen King e a embrulharam num terno à prova de balas de anotações do estúdio. Nada passa. Nem a sátira, nem o horror, nem o coração.