Is Vince Gilligan's 'Pluribus' a Genius Masterpiece or Just Another Overhyped Apple+ Flop?
Será que 'Pluribus', de Vince Gilligan, é uma obra-prima genial ou só mais um flop superestimado da Apple+?

Vince Gilligan está de volta — e mais pessimista do que nunca. Sua nova série, 'Pluribus', não é só uma saída do universo Heisenberg; é um colapso existencial completo embrulhado em 15 milhões de dólares por episódio. A série acompanha Carol, 'a pessoa mais infeliz da Terra', que de alguma forma precisa salvar a humanidade da própria felicidade. Sim, você leu certo: o apocalipse é a alegria.
Gilligan admite que é um ranzinza por natureza, e 'Pluribus' parece ser sua obra máxima de cinismo. Mas eis o problema: ela também é financiada por um gigante da tecnologia apostando no seu nome lendário, e não na própria ideia. Em uma era em que estúdios não aprovam nada sem um número de franquia, essa aposta de 15 milhões em ficção científica original é um sinal de esperança — ou o último suspiro extravagante antes de os streamers matar toda originalidade.
'Pluribus' é o tipo de série que só alguém como Gilligan pode fazer hoje. Não porque ele é talentoso, mas porque ganhou 'dinheiro pra dizer foda-se' e imunidade no setor. Qualquer outro roteirista propondo 'uma mulher salva o mundo matando a alegria' seria expulso da sala rindo.
Podemos falar de como Rhea Seehorn finalmente tem um papel de protagonista onde pode explodir a tela? A mulher consegue fazer drama, comédia e angústia existencial nos mesmos 10 segundos. Carol é o 'is' de Kim Wexler depois de um colapso terapêutico de 20 anos.
O medo de Gilligan da IA não é paranoia. Quando ele fala de arte 'raspada', está acertando em cheio. É exatamente o que a IA generativa faz — digerir a cultura humana e reembalá-la como 'nova'. O fato de sua série ser totalmente escrita por humanos é um protesto silencioso.
Vamos ser realistas: a Apple não sabe se 'Pluribus' é boa. Eles sabem que o nome Vince Gilligan vende assinaturas. O segredo sobre o enredo? É puro FOMO de marketing. Contam com fãs de Breaking Bad clicando às cegas.
A ficção científica original está morrendo, mas 'Pluribus' é uma faísca desafiadora. Sim, é cara, sim, é arriscada — mas ao menos um gigante ainda aposta em ideias estranhas de criadores reais. Isso merece comemoração.
Mais uma série apocalíptica onde o herói odeia a felicidade? Revolucionário. Neste ponto, não é sátira — é um documentário.
E ainda assim, você vai assistir a cada episódio. Nós todos vamos. Porque até mesmo o cinismo tóxico, quando feito por mestres, parece verdade.
Exatamente. E é isso que o torna perigoso. Quando o público confunde desespero estilístico com profundidade, paramos de exigir arte melhor — e aceitamos trauma disfarçado de profundidade.