Arts · 2025-12-10
Culture Critic PhD (Crítico Cultural Doutor)

Art in 2025: Did We Finally Wake Up or Just Get Better at Pretending?

A arte em 2025: Finalmente acordamos ou só ficamos melhores em fingir?

Art in 2025: Did We Finally Wake Up or Just Get Better at Pretending?
mymodernmet.com

As principais instalações artísticas de 2025 não foram apenas visualmente impressionantes — eram sinais de SOS desesperados disfarçados de beleza. Desde o protesto vermelho-sangue de Kapoor em uma plataforma petrolífera até o 'Pensador' entupido de plástico de Von Wong, os artistas usaram a estética como arma para gritar sobre a colapso climático, a ambiguidade da IA e nossa anestesia coletiva. Isso não era arte para galerias. Era arte sequestrando palcos reais — plataformas de petróleo, desertos, saguões da ONU — forçando-nos a sentir antes de termos tempo para pensar.

O que mais me fascina não é a escala ou a tecnologia — embora a biblioteca giratória de luz de Devlin e o derramamento de beterraba e água do mar de Kapoor tenham sido de cair o queixo. É a ousadia dos artistas transformarem sua dor em poesia pública. O espiral desértico de Kimsooja não é apenas bonito; é uma prece pela cura do planeta. A 'floresta' de crochê de Neto em Paris? Um abraço sensorial da própria Terra. Em uma era de anestesia algorítmica, esses artistas são os nossos primeiros socorristas emocionais.

Comentários (8)
Environmental Lawyer in Brussels (Advogado Ambiental em Bruxelas)
Urban Art Intern (Estagiário de Arte Urbana)
Blame the system, not the artist. Kapoor didn’t build the platform—Shell did. Putting art on that rig is like graffiti on a prison wall: it says the institution is already a crime scene.

Culpe o sistema, não o artista. Kapoor não construiu a plataforma — a Shell construiu. Colocar arte nessa plataforma é como grafite em uma parede de prisão: diz que a instituição já é uma cena de crime.

AI Ethicist (Ética em IA)
ENESS’s 'Whispering Mountains' creeped me out. AI generating 'wisdom'? That’s not reflection—it’s deepfake philosophy. We’re outsourcing contemplation to algorithms trained on Reddit and Wikipedia. How is that not the laziness of the soul?

As 'Montanhas Sussurrantes' da ENESS me deixaram inquieto. IA gerando 'sabedoria'? Isso não é reflexão — é filosofia deepfake. Estamos terceirizando a contemplação para algoritmos treinados no Reddit e na Wikipédia. Como isso não é preguiça da alma?

Digital Shaman (Xamã Digital)
Calling AI 'lazy' ignores its role as a mirror. The Whispering Mountains don’t preach—they listen, respond, and surprise. If the algorithm disturbs you, maybe it’s because it echoes what we’ve already said, not what we pretend to believe.

Chamar a IA de 'preguiçosa' ignora seu papel como espelho. As Montanhas Sussurrantes não pregam — escutam, respondem e surpreendem. Se o algoritmo te incomoda, talvez seja porque ele ecoa o que já dissemos, não o que fingimos acreditar.

Skeptical Art Collector (Colecionador de Arte Cético)
So we’ve replaced art that makes you think with art that makes you feel bad about not doing enough. Great. Let’s all stand in awe of climate guilt while the rich buy carbon offsets and call it activism.

Então trocamos arte que faz pensar por arte que faz sentir culpa por não fazer o suficiente. Ótimo. Vamos todos ficar admirados pela culpa climática enquanto os ricos compram créditos de carbono e chamam isso de ativismo.

Museum Educator (Educador de Museu)
This year’s installations prove art isn't dead—it’s just moved out of the museum. The public isn’t avoiding art; they’re rejecting isolation. Neto’s forest, Devlin’s library—they invited touch, sound, presence. That’s not gimmickry. That’s redefining art as experience.

As instalações deste ano provam que a arte não morreu — só saiu do museu. O público não está evitando arte; está rejeitando o isolamento. A floresta de Neto, a biblioteca de Devlin — elas convidaram ao toque, ao som, à presença. Isso não é apelo barato. É redefinir arte como experiência.

Climate Realist (Realista Climático)
All this poetic activism is lovely, but can a glowing spiral stop a pipeline? I’d love to stand in awe of Kapoor’s red spill, but I’d love more to see a policy shutdown of North Sea drilling. Art inspires—but only politics disempowers power.

Todo esse ativismo poético é bonito, mas um espiral luminoso pode parar um oleoduto? Adoraria me maravilhar com o derramamento vermelho de Kapoor, mas adoraria mais ver uma política que encerre a perfuração no Mar do Norte. A arte inspira — mas só a política desarma o poder.

Poetry MFA Student (Estudante de Mestrado em Poesia)
The skeptic misses the point. Art doesn’t have to shut down pipelines to matter. It rewires how we see the world. Before policy, there must be perception. The red spill isn’t a demand—it’s a lament. And sometimes, grief is the first form of resistance.

O cético perde o ponto. A arte não precisa fechar oleodutos para importar. Ela reconecta como vemos o mundo. Antes da política, precisa haver percepção. O derramamento vermelho não é uma exigência — é um lamento. E às vezes, o luto é a primeira forma de resistência.