Art in 2025: Did We Finally Wake Up or Just Get Better at Pretending?
A arte em 2025: Finalmente acordamos ou só ficamos melhores em fingir?
As principais instalações artísticas de 2025 não foram apenas visualmente impressionantes — eram sinais de SOS desesperados disfarçados de beleza. Desde o protesto vermelho-sangue de Kapoor em uma plataforma petrolífera até o 'Pensador' entupido de plástico de Von Wong, os artistas usaram a estética como arma para gritar sobre a colapso climático, a ambiguidade da IA e nossa anestesia coletiva. Isso não era arte para galerias. Era arte sequestrando palcos reais — plataformas de petróleo, desertos, saguões da ONU — forçando-nos a sentir antes de termos tempo para pensar.
O que mais me fascina não é a escala ou a tecnologia — embora a biblioteca giratória de luz de Devlin e o derramamento de beterraba e água do mar de Kapoor tenham sido de cair o queixo. É a ousadia dos artistas transformarem sua dor em poesia pública. O espiral desértico de Kimsooja não é apenas bonito; é uma prece pela cura do planeta. A 'floresta' de crochê de Neto em Paris? Um abraço sensorial da própria Terra. Em uma era de anestesia algorítmica, esses artistas são os nossos primeiros socorristas emocionais.
‘Morto’ de Kapoor foi ousado, mas arte de protesto em plataformas de combustíveis fósseis levanta questões legais. Estamos celebrando invasão artística? Ou criando precedente para desobediência civil em zonas corporativas? Sou totalmente a favor da mensagem climática, mas isso confunde a linha entre expressão e escalada.
Culpe o sistema, não o artista. Kapoor não construiu a plataforma — a Shell construiu. Colocar arte nessa plataforma é como grafite em uma parede de prisão: diz que a instituição já é uma cena de crime.
As 'Montanhas Sussurrantes' da ENESS me deixaram inquieto. IA gerando 'sabedoria'? Isso não é reflexão — é filosofia deepfake. Estamos terceirizando a contemplação para algoritmos treinados no Reddit e na Wikipédia. Como isso não é preguiça da alma?
Chamar a IA de 'preguiçosa' ignora seu papel como espelho. As Montanhas Sussurrantes não pregam — escutam, respondem e surpreendem. Se o algoritmo te incomoda, talvez seja porque ele ecoa o que já dissemos, não o que fingimos acreditar.
Então trocamos arte que faz pensar por arte que faz sentir culpa por não fazer o suficiente. Ótimo. Vamos todos ficar admirados pela culpa climática enquanto os ricos compram créditos de carbono e chamam isso de ativismo.
As instalações deste ano provam que a arte não morreu — só saiu do museu. O público não está evitando arte; está rejeitando o isolamento. A floresta de Neto, a biblioteca de Devlin — elas convidaram ao toque, ao som, à presença. Isso não é apelo barato. É redefinir arte como experiência.
Todo esse ativismo poético é bonito, mas um espiral luminoso pode parar um oleoduto? Adoraria me maravilhar com o derramamento vermelho de Kapoor, mas adoraria mais ver uma política que encerre a perfuração no Mar do Norte. A arte inspira — mas só a política desarma o poder.
O cético perde o ponto. A arte não precisa fechar oleodutos para importar. Ela reconecta como vemos o mundo. Antes da política, precisa haver percepção. O derramamento vermelho não é uma exigência — é um lamento. E às vezes, o luto é a primeira forma de resistência.