Is Space Getting Too Routine? Falcon 9 Breaks Records While No One’s Watching
O espaço está ficando muito rotineiro? Falcon 9 quebra recordes enquanto quase ninguém presta atenção

Mais um lançamento do Falcon 9, mais 29 Starlinks em órbita — rotina, né? Só que este foi o 94º lançamento orbital da Flórida este ano, superando o recorde anterior. Estamos caminhando para 300 lançamentos globais em 2025. Isso é mais do que o dobro do total de 2021. E o mais louco? Quase ninguém apareceu para ver.
Lançamentos de foguetes costumavam atrair multidões como shows de rock. Hoje, você encontra mais entusiastas em um aeroporto. O Falcon 9 da SpaceX se tornou tão confiável — taxa de falha abaixo de 1% — que estamos esquecendo quão insano o voo espacial ainda é. É como se tivéssemos normalizado andar no Sol. A complacência é o verdadeiro perigo agora, não as explosões.
Lembro de esperar horas só para ver um lançamento do Falcon 9 em 2017. As pessoas levavam isopores, crianças, câmeras. Agora? Nada. É deprimente como as pessoas se importam tão pouco com o espaço hoje. Normalizamos isso como se fosse trem metropolitano.
É, ninguém está olhando, e é justamente esse o ponto. Não precisamos de sensacionalismo. Estamos construindo infraestrutura, não fogos de artifício. Cada lançamento nos aproxima de Marte, da internet mais rápida e, sim, do acesso rotineiro ao espaço. Se as pessoas não estão impressionadas, ótimo. Quer dizer que cumprimos nosso papel.
Toda essa frequência de lançamentos é ótima, mas a supervisão da FAA ainda avança em ritmo de 2010. Estamos lançando foguetes como no Velho Oeste. E quando algo der errado — pedidos de seguro, detritos, violações de espaço aéreo — a burocracia ficará quilômetros atrás da inovação.
Exatamente. A confiabilidade do Falcon 9 permite que a SpaceX lance diariamente, mas também esconde quão implacáveis os foguetes ainda são. Uma falha mínima, e está tudo acabado. O perigo não desapareceu — só ficou mais silencioso.
As pessoas não se importam porque não veem a importância. Mas cada satélite é um tijolo no alicerce de uma civilização interplanetária. Não estamos só lançando internet — estamos construindo o futuro multiplanetário da humanidade. Esse é o sonho.
Vamos falar de números. A SpaceX lançou 86% de toda a massa de carga útil no ano passado. Isso é monopolista. Mesmo que o Starship duplique sua capacidade, a competição é vital. Não podemos ter uma empresa controlando o acesso ao espaço. Isso é perigoso para a inovação e os preços.
Blue Origin, Rocket Lab, ULA — eles estão se mobilizando. O Vulcan já está voando. O New Glenn vem a seguir. O Starship vai dominar, claro, mas estamos entrando numa era dourada da diversidade de lançamentos. O gargalo não são os foguetes — são as plataformas de lançamento e a segurança de voo. Resolva isso, e veremos 500 lançamentos por ano.
E quem autorizará esses 500 voos? A FAA? Eles estão subdimensionados e ultrapassados. Sem inovação regulatória, a diversidade de lançamentos não significa nada. Vamos bater num muro.