Guinea-Bissau Coup: Was the Election Just a Pretext for Another Power Grab?
Golpe na Guiné-Bissau: A eleição foi só uma desculpa para mais uma tomada de poder?

Menos de 24 horas antes da divulgação dos resultados eleitorais, os militares da Guiné-Bissau assumiram o poder — de novo. O presidente Embalo, que reivindicou a vitória mesmo sem contagem oficial, agora diz que foi 'depuserdo'. Os militares citam um 'plano de desestabilização' por políticos e chefes do narcotráfico, mas convenientemente agem justo quando os votos estão prestes a serem contados. Isso soa familiar? Esta pequena nação da África Ocidental já teve nove golpes ou tentativas desde a independência. Toda vez, o poder muda de mãos como um batata quente, enquanto os cidadãos veem a democracia piscar e morrer.
Com cartéis de drogas atuando livremente e líderes se acusando de provocar crises, é difícil saber quem está por trás disso — ou se alguém realmente se importa com o povo. Mas uma coisa é clara: o próximo capítulo da Guiné-Bissau não será escrito nas urnas.
Isso é devastador. Sigo a frágil jornada democrática da Guiné-Bissau há anos. Toda vez que eles dão um passo à frente, os militares derrubam a escada. Já nem é chocante — é tragicamente previsível.
Vamos ser sinceros: em países com histórico de golpes e tráfico de drogas em larga escala, eleições são só teatro. Os verdadeiros controladores do poder nunca votam — eles puxam as cordas nos bastidores.
Eu moro aqui. Estamos cansados desse circo. Ontem era uma votação; hoje, tiros. Todos mentem. Nós empobrecemos enquanto os SUVs deles crescem.
Espere — e se o próprio Embalo tiver orquestrado isso? Ele sobreviveu a três 'tentativas de golpe' já. Dissolve o parlamento, alega ataques falsos e agora essa 'deposição' ocorre justo antes de perder. Clássico golpe encenado.
Não acredite nas mentiras do exército. Meu candidato Fernando não teve envolvimento. Este golpe é a tentativa desesperada de Embalo se agarrar ao poder após perder legitimamente.
Trágico como a previsibilidade ofusca o horror. Quando um golpe acontece uma vez, é um choque. Quando é a décima vez, é terça-feira.
E quem se beneficia? Embalo 'sobrevive' a mais uma crise, culpa a oposição e, de repente, a Constituição fica suspensa. Ele ganha de qualquer jeito.
Exatamente. O roteiro se escreve sozinho: caos, suspensão das regras, poderes emergenciais. Depois, a 'ordem' é restaurada — pelo mesmo governante.