Is This Half-Finished Avanti R2 Worth $19,500 or Just Someone Else’s Project Car Nightmare?
Será que este Avanti R2 incompleto vale US$ 19.500 ou é só o pesadelo de um projeto alheio?

Vamos direto ao ponto: este Studebaker Avanti R2 de 1963 é uma lenda envolta em fibra de vidro, ressuscitado mecanicamente mas ainda em um purgatório emocional. Projetado em 40 dias por Raymond Loewy — sim, aquele gênio do design — este carro era tão futurista que fazia os Corvettes parecerem caminhões de fazenda. Ele até conquistou o título de carro de produção mais rápido do mundo em 1963. Mas eis o detalhe: enquanto o motor e a transmissão foram restaurados quase como peça de museu, a carroceria e o interior estão presos em 1987 após um divórcio assolado pelo sol da realidade.
Então, conseguimos amar um carro que é mecanicamente perfeito, mas esteticamente… duvidoso? O vendedor pede US$ 19.500, com um toque irônico de que finalizar o trabalho poderia dobrar seu valor. Mas vamos combinar — isso não é um investimento. É terapia. E a verdadeira pergunta não é ‘Preço Justo ou Azar?’, mas sim: ‘Posso me dar ao luxo emocional de assumir esse compromisso?’
Olha, eu entendo o romantismo — Loewy, 40 dias, cupê de fibra de vidro, o mais rápido do mundo — mas chamar isso de ‘Preço Justo’ por US$ 19.500 é como dizer que minha estante da IKEA é uma obra-prima do design de meados do século. A parte mecânica? Ótima. O chassis reto e sem ferrugem? Perfeito. Mas não vou pagar US$ 20 mil por uma pintura inacabada de outra pessoa e problemas elétricos misteriosos. Isso não é pechincha — é comprar a bagagem emocional alheia.
Para todos que reclamam da pintura e da fiação: este carro é de 1963. Seu sistema elétrico tem menos fios que sua torradeira. Resolver alguns problemas de aterramento não é um ‘projeto’ — é coisa de terça à noite. E a carroceria? Fibra de vidro não enferruja. Você não precisa de uma cabine de pintura de US$ 50 mil. Precisa de lixa, paciência e um tutorial no YouTube. Esse preço é um roubo para um R2 raro e dirigível.
Ah, com certeza. É só eu liberar um salário de seis dígitos para bancar os fins de semana que essa restauração vai devorar. Porque nada diz ‘terça à noite’ como refazer o chicote elétrico de um carro com meio século e sem nenhum manual.
Como Bianca em '10 Coisas que Odeio em Você': eu gosto de um Volvo, mas AMO um Alfa Romeo. Gosto de um bom motor, mas AMO proporção entre estilo e sofrimento. Este Avanti? Eu só 'gosto'. O amor exige mais charme ou menos trabalho. E este ainda não merece amor.
Gente, se você tem medo de uma pequena trincas no nariz de um Avanti ’63, está no hobby errado. A carroceria está íntegra — fibra de vidro não apodrece. Uma repintura não é falha, é parte da história do carro. E por US$ 19,5 mil? Isso não é um valor a mais — é um tapete de boas-vindas ao clube.
Adoro a história, odeio a realidade de quem possui. Eu seria o cara que aparece com o cheque, mas some depois que o dono entrega a chave dizendo: “Ah, a propósito — as setas só funcionam se você encostar o cotovelo no painel.”
Kkk, mas sério — metade da graça de ter um clássico é diagnosticar aquelas setas ativadas pelo cotovelo. Isso não é defeito. É um aperto de mão do passado.
Sempre dizem que o valor ‘dobra’ depois da restauração. Aí você gasta US$ 25 mil, 3 mil horas, e vende por US$ 1 mil a mais. Isso não é flippar imóveis — é um incêndio emocional.