Maine’s Coyote War: Are Hunters Fighting Predators or Just Misunderstood Ecosystem Engineers?
A guerra dos coiotes no Maine: caçadores estão combatendo predadores ou apenas engenheiros ecológicos mal compreendidos?

Caçadores do Maine estão em guerra aberta contra os coiotes, culpando-os pelo desaparecimento das manadas de veados e por caçadas frustradas. Mas a ciência mostra algo muito mais complexo: embora coiotes matem veados, especialmente cervos jovens em áreas nevadas ao norte, eles não são o vilão principal. Os verdadeiros culpados? Perda de habitat, neve profunda e um ressentimento cultural com séculos de tradição.
Mesmo o estado gasta milhares anualmente para controlar populações de coiotes — US$ 174 por animal morto —, mas biólogos admitem que isso mal faz diferença. Enquanto isso, os coiotes desempenham um papel crucial: controlam roedores, evitam superpopulação de veados e, indiretamente, reduzem doenças transmitidas por carrapatos. Será que estamos caçando justamente aquilo que mantém a floresta equilibrada?
Fale isso pro meu primo em Aroostook — perdeu três cervos na primavera passada. Coiotes são predadores, ponto final. Não os demonizamos, nós os controlamos. E se isso significar caçar à noite e usar armadilhas, que seja assim.
É engraçado como 'controlar predadores' sempre significa 'matá-los'. E quanto a reintroduzir lobos? Ou proteger as áreas de inverno dos veados? Mas não — vamos gastar dinheiro público perseguindo um bode expiatório com armas.
Eu entendo por que os caçadores estão chateados, mas meus filhos já viram coiotes brincando como cachorros no campo. Eles não são monstros. Por que não podemos simplesmente acabar com o ódio?
Vamos olhar os números: no sul do Maine, os coiotes respondem por menos de 5% das mortes de veados. No norte, é cerca de 50%. Mas a degradação do habitat é linear em todo o estado. Correlação ≠ causalidade.
O lobby madeireiro literalmente financiou o programa de armadilhas. Siga o dinheiro. Caçadores não são maus – estão sendo manipulados por indústrias que lucram com o desmatamento exagerado.
Caço desde os 12 anos. Nada supera levar carne de veado para casa para minha família. Mas este ano? Geladeira vazia. Com ou sem coiotes, começo a me perguntar se a floresta está mudando de formas que não podemos controlar.
Eu costumava pegá-los em armadilhas. Depois trabalhei num centro de pesquisa. Agora eu os vejo como família, não como pragas. Se você ouvisse o uivo deles ao entardecer, entenderia. Não é ódio – é luto.
Proibir a caça de coiotes de abril a setembro poderia proteger casais reprodutores e ajudar a estabilizar populações. Não se trata de salvar todo coiote — é sobre resiliência ecológica. Vamos testar em três distritos.