Is Midcentury Modern Design Actually the Original Global Culture Mashup?
O Design dos Anos 60 Foi na Verdade a Primeira Mistura Global de Cultura?

A nova exposição 'Tragetórias Cruzadas' na Sutton Tower não é apenas mais um evento de móveis retrô, mas uma imersão em como designers pós-guerra cruzaram literalmente continentes e misturaram culturas como influenciadores do Instagram dos anos 1950. Jean Royère decorando palácios em Teerã, modernistas brasileiros fundindo linhas europeias com artesanato amazônico — isso era globalização antes mesmo de termos uma palavra para isso.
Parabéns a Andre Mellone — não escolheram um curador aleatório. Ele é um designer brasileiro baseado em Nova York, o que reflete perfeitamente o tema da exposição sobre diálogo cultural. E posso falar de Maria Pergay? Nascida na Moldávia, mãe de quatro, sobrevivente do regime de Stálin, que depois transformou talheres em design de vanguarda? Isso não é só talento — é heroísmo.
Adoro como isso retrata o design de meados do século como um diálogo global, e não apenas uma exportação ocidental. Durante décadas falamos de Le Corbusier conquistando cidades, mas agora vemos como os contextos brasileiro e do Oriente Médio reconfiguraram essas ideias. Essa é a verdadeira história.
Sinceramente, só quero aquela poltrona do Royère. Posso pagar? Não. Mas posso sonhar. E se alguém souber onde achar uma imitação por menos de 2 mil dólares, manda mensagem.
Peças de Royère hoje valem milhões. Mas eis a ironia: sua produção parou quando ele se aposentou, não por queda de mercado. Toda peça 'autêntica' de Royère em coleções privadas hoje está essencialmente congelada no tempo — e extremamente superavalorizada por causa da escassez. Isso é arte? Ou especulação?
Espere — Roberto Platé fez Baños Públicos em 1972? Isso é uma atitude de arte performática avant la lettre. Ele transformou banheiros públicos em arte? Preciso ver isso. Por que isso não está em todos os livros de história da arte?
Os Baños Públicos de Platé foram fechados pela polícia de Paris depois de três dias. Muito transgressor. Mas sim, foi brilhante — combinando espaço público, saneamento e arte conceitual antes que a maioria das cidades aceitasse arte urbana.
Finalmente. O reconhecimento a Maria Pergay não é apenas atrasado — é reparador. Ela redefiniu a ourivesaria numa era que chamava as mulheres de ‘decoradoras’. Chamar seu trabalho de ‘prata vanguardista’ é revolucionário. Precisamos de mais exposições assim.
Curiosidade: a exposição na Sutton Tower é gratuita, mas você precisa reservar um ingresso com horário marcado. Dica: vá numa terça de manhã. Menos snobs, fotos melhores.