Is 2025 the Year Algorithms Lost Control of Our Ears?
2025 será o ano em que os algoritmos perderam o controle dos nossos ouvidos?

A NPR acaba de divulgar a lista das 125 melhores músicas de 2025 — e ela é gloriosamente sem classificação, em ordem alfabética e desafiadoramente humana. Nada de algoritmos, nada de dados — só mais de 60 especialistas em música seguindo seu instinto. Desde a reanimação da salsa por Bad Bunny até a serenidade soulful de Bon Iver, esta lista é um tapa na cara da curadoria do tipo 'Como você ouviu X, vai adorar Y'.
E vamos falar da 'Bitin’ List', do Tyler Childers — uma música tão hilariamente sombria que imagina morrer de um vírus que derrete o cérebro... só para ter uma última chance de acertar contas. Enquanto isso, Lucy Dacus canta 'Como somos sortudos por termos tanto a perder?' — ambivalência romântica no seu ápice poético. Isso não é música escolhida por robôs. É escolhida por pessoas que entendem pessoas.
Claro, essa lista é linda — mas não vamos fingir que curadoria humana em grande escala não tem seus defeitos. Viés, ilusão de recência, cegueira de gênero... Esses especialistas ainda vivem em bolhas. Pelo menos os algoritmos democratizam o gosto ao dar chance a artistas obscuros.
Prefiro 60 nerds da música com bom gosto a qualquer algoritmo. O Spotify Wrapped é só enfeite corporativo para quem quer se sentir legal sem ouvir de verdade.
O Wrapped pode ser enfeite, mas ao menos te diz o que você realmente escutou. Esta 'lista de especialistas' é só uma playlist de jantar elegante disfarçada.
'Gadabout Season', da Brandee Younger? Uma obra-prima. O harpa como instrumento principal no jazz moderno ainda é subestimado — este é o renascimento que estávamos esperando.
A 'BAILE INoLVIDABLE', do Bad Bunny, não é só reggaetón — é uma carta de amor às raízes, à dor e à alegria coletiva da salsa. O momento em que a big band entra? Arrepios. Isso é reivindicação cultural, não apropriação.
Descobri o Dijon por um meme no TikTok, agora tô obcecado. O algoritmo literalmente salvou meu gosto musical.
A 'True Believer', de Hayley Williams, é uma aula magistral de fúria controlada. Ela não está gritando no vazio — está direcionando sua raiva contra instituições. Essa é a diferença entre ruído e arte.
Exatamente. Fúria sem foco é performance. Raiva com alvo é transformação. A Williams entende isso.