Is Salem’s Halloween Overrun By Tourists — Or Has It Finally Become the Real-Life ‘Hocus Pocus’ Town We All Wanted?
Salem está tomada por turistas no Halloween — ou finalmente virou a cidade real de ‘Abracadabra’ que todos queríamos?

Salem não está mais só comemorando o Halloween — está vivendo isso. Mais de 100 mil pessoas tomaram as ruas este ano, desde casais fantasiados da Família Addams até famílias fazendo travessuras perto do Memorial dos Julgamentos das Bruxas de Salem. Um negócio é comercializar um feriado, outro bem diferente é quando toda a cidade vira um parque temático assombrado a céu aberto.
O mais surpreendente é quão respeitosamente alguns visitantes tratam a história real. No meio das teias de aranha falsas e poses de vampiros, as pessoas ainda deixam flores e lembrancinhas no Memorial dos Julgamentos das Bruxas de Salem. É um choque — de forma positiva — ver reverência genuína colidindo com cosplay da cultura pop.
A infraestrutura não aguenta isso. O trem urbano vindo de Boston está lotado feito uma lata de sardinhas, e ruas coloniais estreitas não foram feitas para 100 mil pessoas. Isso não é sustentável. Estamos arriscando a segurança pública por causa de fotos.
Calma aí, Jane. Esse é o único fim de semana que mantém nossas lojas vivas o ano todo. Sem o Haunted Happenings, metade das lojas fecharia. Um pouco de caos vale pra sustentar minha família.
Vamos parar de fingir que isso tem algo a ver com tradição. O Salem antigo teria enforcado essas pessoas por usar essas fantasias. Hoje vendemos bolsas com ‘tema bruxas’. A ironia é mais grossa que mingau colonial.
Dirigi 10 horas pra estar aqui como o Lórax. Pessoas choraram quando viram crianças me abraçando. Isso não é comércio — é comunidade. Então sim, sou parte do ‘problema’. Com orgulho.
É uma deslocação ritual. A cidade transforma trauma histórico em breguice segura e consumível. Nós fantasiávamos as bruxas porque não conseguimos encarar a violência real da histeria coletiva. Fantasias fofas são o ópio do povo americano.
Meus filhos finalmente se sentiram mágicos. No ano passado, o Halloween era só abóboras do Walmart e Netflix. Este ano, dançaram com artistas de rua e viram um Círculo das Bruxas de verdade. Guardem seu cinismo. Alegria não é um problema de turistas.
Salem gera 60 milhões de dólares por ano em outubro. Isso paga escolas, ruas e serviços públicos com sangue falso e livros de feitiços. Antes de reclamar de ‘turismo em excesso’, lembre-se: esse espetáculo salva cidades pequenas.