Is Brazil About to Become the Saudi Arabia of Carbon Removal?
O Brasil está prestes a se tornar a Arábia Saudita da remoção de carbono?

Partes da Amazônia, antes o maior sumidouro de carbono da Terra, agora são emissores líquidos de CO₂. Isso não é apenas trágico — é aterrorizante. Mas eis a virada: uma startup brasileira chamada Mombak está tentando mudar o jogo usando o reflorestamento como modelo de negócio escalável.
Apoiada pela Bain Capital e pelo Fundo de Pensão Canadense, a Mombak fechou grandes acordos com Microsoft e Google, e acaba de levantar 30 milhões de dólares para recuperar 50 mil acres de floresta. De repente, plantar árvores não é mais caridade — é capital de risco com recibos de carbono.
Passei 20 anos protegendo esta floresta. Vê-la liberando carbono em vez de armazená-lo? É como ver um hospital se transformar numa morgue. O trabalho da Mombak importa, mas não vamos fingir que é só um conserto tecnológico. É uma questão de justiça social. Quem é dono da terra? Quem fica com os empregos? Quem se beneficia no longo prazo?
Vocês estão perdendo o ponto. Isso não é sobre culpa — é sobre escala. Precisamos de gigatoneladas de carbono removidas, não cerimônias simbólicas de plantio de árvores. Se Microsoft e Google estão comprando remoção real e verificável de carbono por preços de mercado, isso está colocando um preço no carbono na economia. Isso é a inovação.
O Artigo 6 do Acordo de Paris é o verdadeiro herói aqui. Sem mercados internacionais de carbono, nada disso escala. A Microsoft não pode simplesmente plantar árvores no Brasil e reivindicar créditos de compensação a menos que as regras sejam harmonizadas. Regulação não é o inimigo — é a base.
Exatamente. O mercado não escalará a menos que as regras criem confiança. E a confiança atrai investimentos. Veja Singapura — eles não estão plantando árvores, mas estão construindo as bases para a finança global de carbono.
História ótima, mas onde está o retorno sobre o investimento? A remoção de carbono baseada em árvores leva décadas. Meu fundo opera em ciclos de 5 a 7 anos. Se o carbono permanecer trancado por 100 anos, ótimo — mas e se os incêndios retornarem? Isso não é diversificação, é um desastre prestes a acontecer.
Eles já estão precificando esses riscos. Contratos de longo prazo de carbono incluem 'buffer pools' — seguros contra reversão. E sim, árvores levam tempo, mas também constroem solo, ciclos hídricos e comunidades. Isso não é só matemática de carbono — é terapia de ecossistemas.
Finalmente, alguém fala de empregos de qualidade. Não precisamos de mais estrangeiros nos ‘salvando’. Precisamos de parcerias onde nós lideramos. Se a Mombak treinar e contratar localmente, de forma permanente, isso é impacto real. Não é só carbono — é dignidade.
A meta de 1,5°C está escapando. Sem remoção maciça de carbono, a mera mitigação não será suficiente. A Mombak não é uma bala de prata — mas pode ser uma faísca. E agora, precisamos de faíscas.