Cannes or Bust: Will Spielberg’s UFO Epic and Tom Cruise’s ‘Digger’拯救 2026’s Film Festivals?
Cannes ou Fiasco: Spielberg e o Tom Cruise Vão Salvar os Festivais de 2026?

Vamos encarar: Cannes e Veneza estão passando por uma crise de identidade. Depois de sucessos como ‘Anora’ e ‘The Brutalist’ falharem nas bilheterias, os estúdios estão se perguntando se uma ovação de pé vale o custo.
Chega 2026: Spielberg com alienígenas, Cruise como o ‘homem mais poderoso da Terra’, e Fincher trazendo de volta um dublê que já ganhou um Oscar. Mas tem um detalhe: filmes da Netflix não entram na competição de Cannes. Será que a programação desse ano é só fumaça e espelhos?
Os festivais costumavam ser sobre descoberta. Agora é sobre lançamentos para o Oscar e algoritmos da passarela. Sinto saudade da época em que um filme como ‘Parasita’ entrou sem ninguém perceber.
Mas é exatamente por isso que grandes autores importam. Sem Spielberg ou Iñárritu, o Cannes vira evento de nicho. Esses diretores ainda atraem plateia de verdade, não só influenciadores.
Vamos falar em números: uma estreia em Cannes pode agregar US$ 30mi–50mi em valor promocional global. Os estúdios sabem disso. É por isso que até ‘Duna: Parte Três’ pode pular cinemas para estrear em Veneza primeiro.
Espere, ‘Bunker’ tem um magnata da tecnologia destruindo uma família? Então agora estamos fazendo filmes de terror sobre o Vale do Silício. Até onde vai o metapoema?
O acordo da Netflix com Fincher matou qualquer chance de estreia em Cannes. De novo. Quando vamos parar de fingir que a Netflix se importa com festivais de cinema?
O comitê de seleção assiste cortes brutos em Paris. Eles conhecem os filmes. O burburinho? Metade é esperança. A outra metade é marketing dos estúdios.
Finalmente, um filme de Farhadi com Deneuve e Huppert. Se isso não grita Cannes 2026, não sei o que grita.