Is A24's 'Mother Mary' Just a Pop Epic or a Full-On Satanic Glam Ritual?
Será que 'Mother Mary' da A24 é só um épico pop ou um ritual sádico com brilho glam completo?

A24 de novo—pegando o mundano e transformando em angústia existencial envolta em alta-costura. Anne Hathaway como ícone pop mergulhando de volta numa amizade tóxica com o personagem de Michaela Coel? Na superfície, é uma redenção. Mas aquele sussurro 'Nós temos uma conexão que não consigo explicar' seguido de pistas satânicas? Enquadramento clássico de pacto faustiano.
Charli XCX na trilha sonora é genial—sua música vive no espaço entre hipérpop e vulnerabilidade emocional. Isso pode ser 'Euphoria' misturado com 'Cisne Negro', mais um toque de 'A Miseducation of Lauryn Hill'. Minha única preocupação? Que a A24 fique todo pretensiosa e esqueça de nos fazer realmente ligar para os personagens.
Sejamos realistas: o clichê da 'estrela pop com segredo sombrio' já está gasto. De 'Velvet Goldmine' a 'Coringa', já vimos esse arco de decadência glamorosa. O que torna 'Mother Mary' diferente? O elenco de Michaela Coel como figurinista parece ser a verdadeira subversão — ela encarna poder silencioso. Isso não é redenção; é reapropriação.
Vocês estão ignorando o quão difícil é esse papel. Figurinista? Não é coadjuvante. Nas mãos de Coel, a moda vira armadura, narrativa, resistência. Sam Anselm não está ajudando Mary—ela está narrando sua queda.
Claro que a A24 está fazendo isso. É o auge do 'pop do trauma' — o trauma como estética, saúde mental como figurino. O vilão real aqui não é o Satã, é o capitalismo tardio transformando dor emocional em um álbum que lidera as paradas.
Não me importa se é pretensioso — se Charli XCX fizer a trilha mesmo que por 20 minutos, eu já estou lá. A voz dela é o grito de uma geração. Além disso, imagina ela produzindo o single de retorno de Mary. Arrepio.
Levei meus adolescentes para ver 'Midsommar' no ano passado. Eles vomitaram. Literalmente. Isso parece ainda mais violento. Será que o rótulo de 'drama musical' não é só marketing do trauma?
O fato de que todo o trabalho emocional intenso está sendo feito por mulheres — Hathaway, Coel, até Charli — enquanto o diretor homem leva o título de auteur? Isso não é subversão. É o truque mais velho da indústria.
Exatamente. Eles vestem o trauma com glitter para não notarmos que é o mesmo roteiro: mulher desmorona, homem interpreta. Repete.