Is Universal Health Coverage Actually Getting Closer — Or Are We Just Measuring Hope?
A Cobertura Universal de Saúde Está Realmente Mais Perto — Ou Só Estamos Medindo Esperança?
Então o novo relatório de CUS sai na próxima semana com o mesmo pacote de 'estatísticas de progresso' — cobertura de serviços subindo devagar, indicadores de esforço financeiro oscilando na borda. Mas vamos combinar: depois de 25 anos medindo, se ainda chamamos 'ganhos incrementais' de vitória, talvez o problema não seja o dado, mas o que estamos medindo.
E nem me façam começar com o indicador de 'dificuldade financeira'. Medimos quantas pessoas caem na pobreza por contas médicas — mas ainda usamos US$ 1,90/dia como referência? Em 2025? Enquanto isso, dignidade real, acesso e qualidade do tratamento viram nota de rodapé numa tabela anexa.
Olha, indicadores evoluem devagar porque consenso é difícil em espaços multilaterais. Mas descartar todo o marco da CUS por ele ser imperfeito? É como jogar fora seu GPS porque ele não viu um novo buraco na estrada.
Eu vejo esses 'ganhos incrementais' toda noite. Um diabético que ficou semanas sem insulina por causa do custo. Uma mãe escolhendo entre remédios e comida. Isso não é progresso gradual — é uma crise em câmera lenta.
A verdadeira questão não é se os indicadores estão desatualizados, mas quem controla a narrativa. Quando doadores e instituições comemoram 'progresso' em coletivas enquanto postos de saúde não têm luvas, não é falha de medição — é irresponsabilidade comunicacional.
Precisamos de melhores indicadores, sim. Mas também precisamos parar de tratar dados como neutros. Cada indicador é uma escolha política sobre cujo sofrimento importa.
Adoraria ampliar a cobertura de saúde mental, mas o estado não financia. Somos obrigados a escolher indicadores que atraiam verbas, não pacientes. Bem-vindos à governança do mundo real.
Exatamente. As verbas nunca cobrem acompanhamento. Estabilizamos, damos alta e rezamos para que não voltem mais doentes. É capitalismo de triagem.
Eu criei modelos para a OMS nos anos 90. Na época, avisamos: qualquer sistema que meça só quantidade ignora o custo humano. Bom ver que as pessoas finalmente estão fazendo perguntas melhores.
E mesmo assim continuamos usando linhas de pobreza dos anos 90. Não é só desatualizado — é ativamente enganoso. Não estamos medindo dificuldade; estamos escondendo-a com matemática obsoleta.