Is Overtourism Killing Europe’s Soul? Amsterdam, Santorini, and Paris Are on the Brink
O turismo em excesso está matando a alma da Europa? Amsterdã, Santorini e Paris estão à beira do colapso

A ironia é pesada: cidades como Amsterdã e Paris estão sendo amadas até a morte pelos turistas. O encanto que atrai milhões — canais, ruas de paralelepípedos, cafés locais — está sendo apagado pela onda de visitantes. O que era autêntico agora é cuidadosamente planejado para o Instagram.
De Hallstatt a Dubrovnik, comunidades locais estão sendo expulsas, não por inimigos, mas por bastões de selfie e navios de cruzeiro. A pergunta não é só ‘quantos turistas’ — é ‘que tipo de turismo queremos?’
Vejo isso todo dia. Meu bar costumava estar cheio de vizinhos. Agora são 90% turistas pedindo as mesmas duas cervejas. Nosso aluguel dobrou por causa do Airbnb. Não somos contra turismo — somos contra incômodos.
Romantizamos a 'Europa autêntica' enquanto reservamos tours all-inclusive. A pegada de carbono de voar até Santorini só para uma foto é absurda. Talvez o verdadeiro problema sejamos nós.
Isso mesmo! E nem me comece com as 'gangues de bicicletas de cerveja' que passam pela minha rua às 2 da manhã, derramando cerveja e gritando. Isso não é turismo — é poluição sonora com uma choppadeira.
Vamos ser realistas: isso não é sobre turismo. É sobre mercados imobiliários, leis de zoneamento e governança local. Culpar turistas é como culpar a ambulância pelo acidente.
Eu adorava mostrar os pátios escondidos de Montmartre. Agora, toda 'joia escondida' que menciono acaba cheia de influenciadores em uma semana. Parei de compartilhar.
Há um ponto intermediário. Turismo bem gerido gera empregos, investimentos e troca cultural global. O objetivo não é zero turistas — é um turismo respeitoso e sustentável.
Vim pelo encanto tranquilo de Dubrovnik. Agora faço parte do problema. É desconfortável, mas talvez eu devesse ir a algum lugar menos cheio.
Sinceramente, até a padaria da minha avó no Le Marais virou uma creperia para turistas. Vendem ‘croissants parisienses’ que parecem papelão. Apagamento cultural, uma padaria de cada vez.